EU VI: AVE, CÉSAR!, JOEL E ETHAN COHEN

  //Novo longa dos irmãos Joel e Ethan Cohen, vencedores de quatro Oscars, é um retrato satírico da Hollywood dos anos 1950// Ave, César! é um filme de humor, o que não implica que seja apenas mais um filme de comédia. Para além de qualquer gargalhada na plateia, a intenção maior da projeção na tela grande é satirizar com refinamento e bom humor a indústria … Continuar lendo EU VI: AVE, CÉSAR!, JOEL E ETHAN COHEN

EU VI: CHEF, JON FAVREAU

No filme Chef, o diretor Jon Favreau acompanha um cozinheiro que vê sua carreira arruinada por um crítico gastronômico No Tá na Mesa de hoje vou falar sobre um filme que está dentro do meu coração, que indico pra todo mundo e que assisto sempre que posso: Chef. Um filme pra jovem, velho, criança, pra quem gosta de cozinhar, pra quem gosta de comer e pra quem entende … Continuar lendo EU VI: CHEF, JON FAVREAU

EU VI: LOVE, GASPAR NOÉ

//Love seria bom se fosse irônico// A sensação para o público é a de que Love está sempre fazendo piada com as bobagens e as vergonhas que passamos quando apaixonados. E de chocante o filme passa longe. Sua maior subversão é um pênis ejaculando em direção à plateia. O que há, sem dúvidas, são cenas de sexo lindas e muito bem filmadas. Como diz o próprio Murphy (Karl Glusman), um dos … Continuar lendo EU VI: LOVE, GASPAR NOÉ

EU VI: QUE HORAS ELA VOLTA?, ANNA MUYLAERT

​​Que Horas Ela Volta? é nada menos que uma pancada. E não falo de uma pancada surda, estéril. O filme vem até o espectador com o claro intuito de incomodar e rasgar por dentro. Dolorido, mas extremamente necessário. A trama da diretora paulistana Anna Muylaert entretém, diverte e chega a arrancar até algumas risadas da plateia, mas não se furta a tocar fundo nas feridas. … Continuar lendo EU VI: QUE HORAS ELA VOLTA?, ANNA MUYLAERT

CACTOS TAMBÉM TÊM FLORES: O CINEMA DE SAMUEL BRASILEIRO

  Para além da tela grande e dos aplausos, o cinema para Samuel Brasileiro é descoberta, retrato e crítica social. O cineasta cearense descobre na maturação e junção das cenas um meio de falar de si e dos outros, descobrir-se, rasgar-se por dentro, redimensionar-se. Os vinte e bem poucos anos de idade de Samuel até espantam. Carregam mais histórias do que, à primeira vista, parece … Continuar lendo CACTOS TAMBÉM TÊM FLORES: O CINEMA DE SAMUEL BRASILEIRO

EU VI: JIMMY’S HALL, KEN LOACH

No salão de Jimmy Gralton há aulas de desenho, de pintura, de boxe, de dança. Saraus literários. Debates políticos. Os professores de uns são os alunos de outros. Ensina quem quer, quem sabe. Todos aprendem algo. No salão de Jimmy há crianças, adultos, idosos. Homens e mulheres. Há visitantes de fora, gente da cidade metida no campo, botas sujas de lama. E há música, muita … Continuar lendo EU VI: JIMMY’S HALL, KEN LOACH

EU VI: ADEUS À LINGUAGEM, DE JEAN-LUC GODARD

Não pude deixar de me surpreender com a sala de cinema parcialmente cheia em um domingo à tarde. Jean-Luc Godard, do alto de sua excentricidade, briga – e bem – com a preguiça e demais entretenimentos do dia mais lento da semana. Ocupar muitas cadeiras de cinema com um filme que inquieta é feito dos grandes em um mundo bombardeado de filmes de entretenimento. A narrativa … Continuar lendo EU VI: ADEUS À LINGUAGEM, DE JEAN-LUC GODARD

EU VI: O GORILA, JOSÉ EDUARDO BELMONTE

Sentadas à minha frente, mãe e filha. É a mais velha que reclama, sussurrando: “que diabos de filme é esse que você me trouxe pra ver? Não tô entendendo nada”. É que O Gorila não é um filme fácil de se entender. Não que seja excessivamente metafísico ou filosófico, ou que esteja cheio de referências a nomes e contextos que ninguém conhece. Não é que ele … Continuar lendo EU VI: O GORILA, JOSÉ EDUARDO BELMONTE

EU VI: DEFENSORXS, COLETIVO NIGÉRIA

Nada do que eu tivesse lido ou visto antes sobre o documentário Defensorxs (em cartaz no cinema do Centro Cultural Dragão do Mar) me prepararia para o que assisti depois que entrei na sala de cinema. Até ali eu tinha visto o trailer, acompanhado a campanha de financiamento coletivo que levantou parte dos recursos de produção do filme, lido um ou outro relato de alguém envolvido na preparação de tudo … Continuar lendo EU VI: DEFENSORXS, COLETIVO NIGÉRIA

DEFENSORXS E AS POSSIBILIDADES DO CINE DOCUMENTAL INDEPENDENTE

Fazer cinema no Brasil não é fácil. Cinema independente, documental e socialmente engajado, então, é atividade para poucos. No último dia 9, porém, o público que lotou uma das salas de projeção do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, provou que uma valiosa parcela da população é capaz de reconhecer esforços e difundir valores humanos de luta e respeito. Na noite de estreia de … Continuar lendo DEFENSORXS E AS POSSIBILIDADES DO CINE DOCUMENTAL INDEPENDENTE